Como ponto de partida fizemos algumas reuniões com os responsáveis pelo traçado e construção da via, PMC e Rossi, respectivamente; e com os responsáveis pelo EIA RIMA do empreendimento, a Brasilinvest. Em seguida, preocupados com o impacto negativo que as obras estão provocando no habitat dos animais silvestres da região, convidamos a participar dos encontros biólogos e veterinários para contribuir com a construção de futuras ações mitigadoras que serão necessárias.
O relatório desses encontros foi apresentado na Assembléia Geral Ordinária do mês de agosto do CONGEAPA. Confira o relatório
Campinas, 26 de agosto de 2014.
Relatório
da Comissão de Monitoramento Obras
Impactantes da APA - (CMOI APA)
Esta
comunicação traz o relatório das
atividades da Comissão de Monitoramento Obras Impactantes da APA (CMOI APA)
referentes às obras do loteamento ENTREVERDES e prolongamento
da Avenida Mackenzie até a presente data.
Em 13/01/2014,
acontece na sede da Rossi - na Praça
Capital a reunião solicitada por essa comissão. Estavam presentes
representantes da Brasilinvest
TOSCANA, Rossi, Comurb e THCM para prestar esclarecimentos sobre os
impactos ambientais na APA gerados pela implantaçcao do RESIDENCIAL TRÊS PONTES DO ATIBAIA e
prolongamento da Avenida Mackenzie.
Em 23/01/2014 essa
comissão reune-se com o Eng.Fernando Gonçalves responsável técnico da SVDS pelo
acompanhamento da obra, quando são solicitados mapas que constem a implantação das obras com relação ao
território da APA.
Em 25/01/2014
segue um oficio (11/2014) com novos questionamentos sobre o traçado da via,
corredores ecológicos, reserva legal e detalhes sobre o EIA Rima do
empreendimento.
Em 25/02/2014 o
Congeapa recebe o oficio resposta
assinado pela TOSCANA Desenvolvimento Urbano.
Em 10/04/2014 o
Congeapa aprova 2 oficios ( 16/2014 e 17/2014) a ser encaminhado a SEPLAN solicitando
informações sobre os entudos que justifiquem o dimensionamento da via Mackenzie
e estudos dos impactos da via sobre a área
rural da MZ2.
Em 26/05/2014 acontece na sede da Brasilinvest uma
apresentação feita pela Biologa Giselda Person, do monitoramento de fauna nas obras
dos empreendimentos.
Em 11/06/2014 na Estação Ambiental de JE , acontece uma
reunião com biólogos da Unicamp, Impas,
Movimento Rio Atibaia, entre outros para discutir as questões que envolvem
o impacto negativo sobre a fauna silvestre da APA e os empreendimentos
ENTREVERDES e via Mackenzie.
Destacamos
Que todos os documentos
solicitados aos empreendedores,por essa comissão, referentes ao licenciamento
dos empreendimentos foram apresentados.
Que os impactos negativos
sobre a APA foram sub dimensionados no
Eia Rima, que apresenta um diagnóstico correto do território, porém em
suas conclusões desconsideram a importância biológica da área afetada.
Que a excessiva
movimentação de terra para a abertura da Via compromete os cursos d'água e
nascentes da bacia do Rio Atibaia e o habitat dos animais silvestres da APA,
especialmente nas duas APPs que circundam o loteamento San Conrado, uma delas
uma região de várzea.
Que as passagens de fauna adequadas deveriam ser
as ponte/passagem recuperando as
margens dos córrego e várzeas na baixada, de modo a dar uma passagem natural
tanto da água como passagem seca aos animais, pelas margens. Todas as APPs
atravessadas pela Via foram canalizadas, os cursos d'água assim como as
passagens de fauna serão subterraneos.
Que o Termo de Referencia do Plano de Manejo da APA já
foi entregue pela Camara Técnica do CONGEAPA para que a PMC execute a licitação
e contratação da empresa que executará os serviços e que segundo a Lei
9.985/2000 (SNUC) o Plano de Manejo é o documento técnico mediante o qual, com
fundamento nos objetivos gerais da APA, se estabelece o seu zoneamento e as
normas que devem presidir o uso da área e o Manejo dos recursos naturais,
inclusive a implantação das estruturas fisicas à gestão da Unidade.
Concluímos
Que o tamanho e o traçado
da Avenida Mackenzie reflete a
deficiência de planejamento das diretrizes macro viárias da região da APA.
Que a Via Mackenzie é um indutor de urbanização da Z
Rural da APA e Z Rural da MZ2,( zona de amortecimento), sendo necessário que o
Plano de Manejo seja concluído para que haja qualquer nova intervenção nesse
território.
Que é necessário um
levantamento, por parte da secretaria executiva, das deliberações desse
conselho assim como vistas ao projeto executivo da avenida Makenzie para
esclarecer em que momento ela passou de duas faixas de rolamento para 6.
Com essas considerações
solicitamos
Que seja ampliado a percepção
sobre a importância biológica da região do empreendimento para que estudos mais
detalhados sejam solicitados, e que sejam exigidas medidas mitigadoras e
compensatórias por parte da PMC, solicitando algumas alterações nas
compensações ou medidas mitigadoras.
Que a SEPLAN esclareça aos
conselheiros do CONGEAPA, todas as
diretrizes macroviárias existentes para o território da MZ1 (APA) e MZ2 (área
envoltória da APA), as diretrizes previstas na LEI 10.850/2001, lei da APA
assim com as que estão definidas no Plano Diretor do Municipio.
relatoras
Claudia
Gusmão Esmeriz e Angela Podolsky
Nenhum comentário:
Postar um comentário