Estrada Parque o modelo de estrada para a APA de Campinas

A exemplo das Estradas Parques da APA do Rio Tiete e da Serra de Guararu, a APA de Campinas merece ter seu desenvolvimento social e econômico através de um acesso sustentável, inserindo a presença humana numa área natural de uma maneira compatível com a proteção à natureza e com a finalidade educativa das Unidades de Conservação. As Estradas Parque são áreas onde a natureza é especialmente protegida, tendo em vista assegurar a apreciação da paisagem pelas
pessoas que por ali trafegam em veículos ou passam a pé. Não existe na legislação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC - Lei Federal n° 9985, de 18 de junho de 2000), uma categoria especial de Estrada Parque como Unidade de Conservação. Contudo, uma Estrada Parque pode ser considerada como uma iniciativa de forte caráter ambientalista. Poderia ser definida como uma valiosa espinha dorsal que percorre A APA de Campinas, não exigem desapropriação de terras e podem ser rapidamente implementadas. Esse excelente projeto, conduzido pela SOS Mata Atlântica, deve constar das propostas do Plano de Manejo da APA de Campinas.

Barragem de Pedreira: alagamento de 202 ha na APA de Campinas

Aconteceu ontem em Campinas a primeira Audiência Pública para Licenciar as Barragens de Pedreira e Duas Pontes.
A barragem de Pedreira será construída no rio Jaguari, divisa natural dos Municípios de Campinas e Pedreira. Na margem esquerda da represa está a Área de Proteção Ambiental de Campinas (APA).  A Barragem localiza-se na Z.HIDRI - Zona de Conservação Hídrica da APA, com o objetivo de garantir a conservação dos recursos hídricos, de forma a proteger o abastecimento de água potável ao municipio de Campinas. A APA, após 14 anos da sua criação ainda não possui seu Plano de Manejo, apesar do Sistema Nacional de Unidades de Conservação SNUC determinar ao gestor (PMC) a obrigatoriedade da sua realização. Hoje o Plano de Manejo está em processo licitatório sem previsão de conclusão e entrega.

As Matas Nativas da Área de Influencia do empreendimento ENTREVERDES.

Nas propriedades rurais, pela legislação vigente, deveriam ocorrer ocupações florestais
de pelo menos 20% da área total como Reserva Legal e mais 10% em média
de Áreas de Preservação Permanente. Na AID (área indiretamente afetada) do empreendimento ENTREVERDES existe uma deficiência de ocupação florestal nativa. A conexão dos fragmentos florestais restantes, descritos abaixo, são vitais para a preservação da biodiversidade e dos mananciais hídricos da APA. Porque a compensação ambiental do empreendimento não foi feita na APA?


1 Mata Ribeirão Cachoeira   -  250 ha
2 Mini Ribeirão Cachoeira    - 12 ha
3 Mata do Macuco - Fazenda Espírito Santo  - 203 ha
4 Mata Ribeirão Oncinha - 70 ha
5 Mata da Fazenda São Pedro    - 2 ha
6 Mata da Fazenda Reunidas D. Amélia   -  21 ha
7 Mata Fazenda São Quirino     -  39 ha
8 Mata Fazenda Santa Odília     - 8 ha
9 Mata Fazenda Santo Antonio     - 9 ha
10 Mata Fazenda Santanna    -  81 ha




CORREDORES ECOLÓGICOS - conexão entre os fragmento florestais da APA de Campinas


Apesar do diagnóstico bem feito no EIA RIMA e a recomendação do CONGEAPA no seu parecer, nenhum corredor ecológico foi construído. As compensações ambientais necessárias para a preservação da Biodiversidade da região da APA de Campinas,  foram dispensadas pelo órgão licenciador - PMC e os impactos ambientais negativos da Avenida Mackenzie não foram mitigados.

Primeira Etapa para a contratação da empresa que executará o Plano de Manejo da APA


Foram 7 empresas que compareceram ao chamado do edital, apenas uma de Campinas. A maioria das empresas são de outros estados. O papel do CONGEAPA, nessa processo será acompanhar as etapas conclusivas do edital que irá contratar a empresa que prestará o serviço.

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