ONGs e Sindicatos se articulam e evitam que promotor de extrema direita se reeleja presidente do COMDEMA de Campinas

Jonas Donizete e Promotor José Luis Miniccelli
na posse COMDEMA bienio 2018/2019

Uma articulação entre as ONGs APAVIVA, RESGATE CAMBUI e GUARDINHA, os sindicatos, e as universidades UNICAMP e PUCC , conseguiram evitar que um representante da extrema direita associado ao governo municipal, assumisse a presidência do Conselho  de Meio Ambiente de Campinas. Em uma tentativa de eleger a chapa do Promotor João Luis Miniccelli , para a presidência do órgão,
o primeiro setor e o setor imobiliário se uniram  para manter o conselho como extensão do governo, tentando blindar  de críticas na área. O candidato da chapa do governo, conhecido por Dr Galvão, possui ficha criminal, atirou no queixo da esposa a queima roupa no dia em que ela havia conseguido a separação de corpos. O movimento feminista de Campinas, se mobilizou e fez um protesto no auditório em que acontecia a eleição.Como alternativa, a oposição montou a chapa VERDE, com os conselheiros Prof Jefferson de Lima Picanço - Adunicamp, e Angela Podolsky - Ong APAVIVA, sem votos suficientes, mas convictos de que o COMDEMA precisava de mudanças. A eleição foi cancelada! Vitória da oposição. 
 É o presidente do COMDEMA que conduz a pauta que deve ser democraticamente decidida entre os conselheiros. O conselho é estratégico por ter caráter deliberativo. Sua função é amenizar os impactos negativos ambientais promovido pelos empreendimentos especulativos, por eventuais violações das leis ambientais, conter abusos no uso e ocupação do solo do município por empresas públicas e privadas, além de formular politicas públicas de interesse socio ambiental, por meios de pareceres, notas, resoluções e recomendações. Pode ser um porta-voz do caos ou um contemporizador, mas é fundamental que seja um conselho autônomo nas suas decisões. Com mais tempo de articulação novas eleições acontecerão em abril, uma chapa está sendo montada para concorrer à um novo programa para o COMDEMA bienio 2020-2022
A articulação da sociedade civil,  foi capaz de reafirmar a autonomia do COMDEMA

Patrimônio Histórico, o distrito de Joaquim Egídio tem sentença de morte

As cidades históricas são lugares de especial interesse para o turismo cultural. Importante mitigar os resultados negativos que o turismo predatório, a pressão imobiliária e o transito de veículos pode acarretar.

Na contra mão do desenvolvimento econômico sustentável previsto no Plano de Manejo da APA de Campinas, o governo municipal e deputados da região anunciam o asfalto da CAM 127 em Joaquim Egídio, na APA de Campinas. A rua estreita de paralelepípedo do distrito, não suportará o trafego gerado. Asfaltar a Cam 127, eleva o valor das terras em Joaquim Egídio e promoverá os loteamentos da região, que já vem sofrendo com uma forte pressão do setor imobiliário . A APAVIVA, o Conselho Gestor da APA, concordam com calçamento da CAM 127, desde que as alças de contorno para livrar JE do transito, sejam executadas previamente.

Sem outra possibilidade de acesso, a via tombada será usada com alternativa de rota de fuga.  Asfaltar a ligação de uma Rodovia , como a Dom Pedro, com o centro urbano de Joaquim Egídio, sem antes executar as diretrizes viárias previstas no Plano Diretor, será um ato irresponsável do poder público e dos entes envolvidos. As alças de contorno, que aparecem abaixo em laranja são previstas para desviar o trafego e a circulação de automóveis, caminhões e ônibus e preservar Joaquim Egídio.


Existe um desejo legítimo, da população local pelo asfalto. Hoje a unica via de acesso ao distrito é a ponte de Sousas, porém, o que está em jogo é o futuro do distrito. O simples calçamento da CAM 127 promoverá a descaracterização do distrito.  Vamos valorizar o principal atrativo cultural e arquitetônico do distrito, o casario da rua tombada e liberar a área para moradores e turistas.



Redirecionando!